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Candidato ao governo de MG propõe mudanças na mineração e criação de bilhete único no Vale do Aço

Em entrevista, Gabriel Azevedo defende agregação de valor ao lítio e integração do transporte metropolitano no interior mineiro.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 08:002 min
Candidato ao governo de MG propõe mudanças na mineração e criação de bilhete único no Vale do Aço
Foto: Reprodução
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Candidato do MDB defende industrialização do lítio no Vale do Jequitinhonha e integração do transporte público no Vale do Aço em plano de governo.

Em recente sabatina concedida à imprensa mineira, o candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB, Gabriel Azevedo, detalhou suas principais propostas para o desenvolvimento econômico e a infraestrutura das regiões Leste e Nordeste do estado. O foco central de seu plano de governo reside na transformação do modelo de mineração no Vale do Jequitinhonha, área que atualmente atrai as atenções globais devido às reservas de lítio. Segundo o candidato, a exploração mineral não pode ser fundamentada apenas na extração primária, mas deve servir como um alicerce para a industrialização local e a geração de empregos qualificados.

Azevedo criticou duramente o histórico modelo de "economia de enclave", onde os recursos naturais são removidos do território sem deixar benefícios estruturais permanentes para a população. Durante a entrevista, ele utilizou uma metáfora recorrente no setor para ilustrar sua insatisfação: a de que o estado não pode permitir que as mineradoras retirem a riqueza do solo e deixem para trás apenas um "buraco". Para o postulante ao Palácio Tiradentes, a estratégia correta envolve a retenção da cadeia produtiva do lítio dentro de Minas Gerais, incentivando a instalação de fábricas de baterias e centros de inovação tecnológica que agreguem valor ao mineral antes de sua exportação.

Além da pauta mineral, o candidato apresentou propostas específicas para a mobilidade urbana no Vale do Aço. Gabriel Azevedo defendeu a implementação de um sistema de bilhete único para integrar os municípios da região metropolitana. De acordo com o plano, a unificação tarifária facilitaria o deslocamento diário de milhares de trabalhadores entre cidades como Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso, reduzindo custos para o cidadão e otimizando a logística regional. A proposta é inspirada em modelos de integração bem-sucedidos em outras capitais brasileiras, adaptados à realidade do interior mineiro.

No que tange à infraestrutura de transporte de carga e passageiros, o candidato do MDB destacou a urgência de modernizar a malha ferroviária que corta o Leste de Minas. Ele argumentou que o fortalecimento das ferrovias é essencial para escoar a produção industrial e agrícola com maior eficiência, além de desafogar as rodovias estaduais e federais, como a BR-381, historicamente conhecida pelos altos índices de acidentes. Para Governador Valadares, Azevedo sugeriu investimentos maciços no setor de turismo e lazer, aproveitando o potencial geográfico e esportivo da cidade para fomentar o setor de serviços e a hotelaria.

Por fim, a agenda de Gabriel Azevedo para o interior mineiro contempla ações transversais nas áreas de segurança pública e saúde. O candidato propôs um reforço no policiamento preventivo e a regionalização de serviços médicos de alta complexidade, visando diminuir a dependência das cidades menores em relação aos grandes centros urbanos. As próximas etapas da campanha devem detalhar as fontes de financiamento para tais projetos, em um cenário de restrições fiscais no estado. A abordagem de Azevedo busca equilibrar a atração de grandes investimentos privados com uma regulação estatal que garanta o retorno social desses empreendimentos para o cidadão mineiro.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 1 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 1 de setembro de 2026 às 08:00

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