Câncer raro em criança de SP mobiliza família após diagnóstico complexo
Após 14 dias de internação, Miguel Corrêa Marques foi diagnosticado com histiocitose de células de Langerhans; mãe relata angústia com tratamento.

Criança de 6 anos moradores de Ibirá (SP) é diagnosticada com histiocitose de células de Langerhans após duas semanas de internação. Família aguarda início da quimioterapia.
Após um período de incertezas e 14 dias de hospitalização em São José do Rio Preto (SP), o pequeno Miguel Corrêa Marques, de apenas seis anos, recebeu o diagnóstico de histiocitose de células de Langerhans. A descoberta da doença, considerada um tipo raro de câncer que afeta o sangue com características inflamatórias, ocorreu depois que a criança passou a sofrer com dores intensas nos braços e episódios de febre. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a condição atinge uma parcela mínima da população infantil, com poucos casos registrados a cada milhão de crianças anualmente.
A trajetória até o diagnóstico foi marcada por dificuldades clínicas. Inicialmente, exames de imagem tradicionais não apontaram a causa do desconforto de Miguel. Foi apenas após o surgimento de um nódulo e a realização de uma biópsia — analisada em Botucatu (SP) — que os médicos conseguiram identificar a patologia. Para Jenifer Isabela Corrêa de Souza, mãe do menino e enfermeira, o impacto emocional foi profundo, especialmente pelo desconhecimento inicial sobre a gravidade da situação e pela complexidade do tratamento que o filho deverá enfrentar.
Atualmente, a rotina da família em Ibirá (SP) está totalmente voltada aos cuidados com o garoto, que aguarda o início das sessões de quimioterapia. Miguel encara restrições severas de convivência social para evitar infecções, o que o impede de frequentar a escola e brincar com outras crianças. De acordo com o relato da mãe, o sofrimento físico do filho, que ainda sente dores constantes durante a noite, é acompanhado pelo medo dos efeitos colaterais do tratamento, como a perda de cabelo e o isolamento forçado.
Diante do cenário desafiador, a família busca amparo na fé e na solidariedade da comunidade local. Jenifer relata que explicar as privações ao filho é uma das tarefas mais árduas, mas mantém a esperança na recuperação total da criança. O caso de Miguel mobilizou grupos de oração e destaca a importância da atenção a sintomas persistentes na infância, mesmo quando os exames preliminares não indicam alterações imediatas.






