Câmara de Buri instala comissão processante para apurar conduta do prefeito
Legislativo investiga suspeitas de reformas fantasmas e irregularidades em contratos públicos; prefeito nega desvios.

Vereadores de Buri (SP) instauram comissão processante contra o prefeito Germano Peschel por suspeitas de fraudes em obras e falta de transparência. Investigação pode levar à cassação.
O Legislativo de Buri, no interior de São Paulo, iniciou formalmente um processo de investigação que pode resultar na perda do cargo do atual prefeito, Professor Germano Peschel (PP). A instalação da Comissão Processante ocorreu nesta semana, após os vereadores acolherem uma denúncia protocolada por um cidadão local. O documento levanta suspeitas sobre a gestão de recursos em reformas e manutenções de prédios públicos municipais.
As irregularidades descritas na denúncia incluem o pagamento por serviços de reforma social que supostamente jamais saíram do papel, além de fraudes na substituição de itens de infraestrutura. Há relatos de que portas novas teriam sido faturadas, mas apenas pintadas em um abrigo de menores, e casos de obras quitadas pela prefeitura que não foram finalizadas ou que utilizaram insumos de padrão inferior ao estabelecido nos contratos oficiais. Além disso, o prefeito é acusado de omitir informações solicitadas pelos parlamentares.
A condução dos trabalhos ficará a cargo de um trio de vereadores, tendo Cláudia Maria (União) na presidência. O grupo de trabalho possui um prazo de 90 dias para coletar evidências, ouvir testemunhas e elaborar um parecer detalhado sobre as condutas examinadas. Somente após essa etapa o texto será submetido à votação definitiva no plenário da Casa de Leis.
Em resposta à abertura do inquérito político, a administração municipal divulgou que o próprio prefeito se mostrou favorável à apuração. Germano Peschel defende que a transparência dos fatos irá descaracterizar a acusação, a qual ele classifica como uma manobra com interesses eleitorais. Segundo o Executivo, ao término do período de investigação, será comprovada a lisura das ações governamentais e a inexistência de desvios.





