Agência dos EUA alerta para alta chance de El Niño a partir de junho
Probabilidade de o fenômeno climático se configurar no segundo semestre de 2026 chega a 83% no fim do ano; neutralidade deve marcar os próximos meses.

A NOAA elevou para 82% a probabilidade de formação do El Niño no segundo semestre de 2026. O fenômeno deve suceder o fim do La Niña e pode elevar as temperaturas globais.
A agência climática dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta oficial indicando que o fenômeno La Niña está perdendo força, abrindo caminho para o surgimento do El Niño ainda no segundo semestre de 2026. De acordo com as projeções mais recentes, a probabilidade de aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial gira em torno de 62% entre junho e agosto, saltando para expressivos 83% no último trimestre do ano. Antes da consolidação do fenômeno, o clima global deve passar por uma fase de neutralidade nos próximos meses.
O monitoramento oceânico revela que, embora águas frias tenham sido registradas em fevereiro, há um acúmulo significativo de calor nas camadas subsuperficiais. Este aquecimento interno, somado à previsão de ventos alísios mais fracos, são os principais motores para a subida das temperaturas marinhas. Quando esses ventos perdem intensidade, a água aquecida se desloca para o leste, alterando drasticamente os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.
Apesar do panorama claro de transição, especialistas alertam que a intensidade do fenômeno ainda é incerta. Enquanto agências americanas estimam uma chance em três de um El Nino forte, modelos europeus sugerem riscos de um evento ainda mais rigoroso. O período atual é conhecido pela menor confiabilidade nas projeções, mas a precisão deve aumentar a partir de junho. Historicamente, episódios intensos de El Niño elevam os termômetros globais, aumentam o risco de secas e enchentes e costumam resultar em recordes de calor no ano subsequente à sua formação.






