Advogado é detido por coagir vítima de estupro em investigação contra policial no AM
Jurista é suspeito de tentar intimidar vítima para beneficiar tenente da PM acusado de violência sexual no Amazonas.

Um advogado foi preso e uma mulher é procurada por suspeita de coagir e ameaçar uma vítima de estupro em Manaus. O objetivo do grupo era forçar a retirada de queixas contra um tenente da Polícia Militar.
As autoridades policiais do Amazonas efetuaram a prisão do advogado Matheus de Souza Ferreira, acusado de participar de um esquema de intimidação contra uma mulher de 25 anos, vítima de estupro. O profissional liberal se apresentou à delegacia na noite de segunda-feira (18) e teve sua prisão preventiva mantida após audiência de custódia. A investigação aponta que ele tentava forçar a vítima a desistir das acusações contra o tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva, atualmente detido pelo crime.
De acordo com a Polícia Civil, a ação criminosa foi planejada para silenciar a vítima sob falsos pretextos. Uma comparsa, que fingiu ser servidora da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), atraiu a jovem para um veículo com a promessa de auxílio. Durante o trajeto, a ex-companheira do policial, Kamila Fernanda Alves de Almeida, teria entrado no carro e passado a proferir ameaças diretas, exigindo a alteração do depoimento oficial para favorecer o militar.
Kamila Fernanda é considerada foragida e as buscas continuam para localizá-la. O grupo envolvido na coação pode responder por uma série de infrações graves, incluindo sequestro, cárcere privado, organização criminosa e falsa identidade. O caso original, que deu origem à perseguição, ocorreu em abril, quando a vítima relatou ter sido abusada sexualmente dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010, após uma abordagem fraudulenta do oficial.
Além da agressão ocorrida na rodovia, o tenente Osvaldo Lima da Silva enfrenta outras denúncias de abuso sexual, incluindo um histórico de violações contra uma ex-enteada que teriam começado na infância dela. Enquanto a defesa do militar alega consentimento e aponta supostas contradições no caso da rodovia, a Polícia Militar mantém o agente preso e conduz um inquérito administrativo disciplinar para apurar a conduta do servidor.






