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À PF, empresária nega repasses a filho de Lula em caso de fraude no INSS

Amiga de Fábio Luís Lula da Silva declarou que pagamentos recebidos de lobista referem-se a consultoria sobre cannabis e não envolveram repasses ilícitos.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 00:002 min
À PF, empresária nega repasses a filho de Lula em caso de fraude no INSS
Foto: Reprodução
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A empresária Roberta Luchsinger negou à Polícia Federal ter repassado valores ao filho do presidente Lula. Ela justifica pagamentos de lobista como remuneração por consultoria no mercado de cannabis.

A empresária Roberta Luchsinger prestou esclarecimentos à Polícia Federal nesta quarta-feira (20), no âmbito de uma investigação que apura descontos indevidos em benefícios previdenciários. Durante a oitiva, que durou cerca de uma hora, ela admitiu ter recebido R$ 1,5 milhão de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como operador de um esquema de fraudes. Segundo a empresária, a quantia refere-se exclusivamente a serviços de consultoria prestados para o mercado de canabidiol medicinal, sem qualquer relação com atividades ilícitas no órgão público.

Um dos pontos centrais da investigação é a possível influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, na abertura de canais com o governo federal. Roberta confirmou ter apresentado o amigo pessoal ao lobista, porém negou de forma enfática que qualquer valor tenha sido repassado ao filho do presidente. De acordo com a defesa, o interesse de Fábio Luís no setor de cannabis seria motivado apenas por questões de saúde familiar, e uma viagem realizada por eles a Portugal serviu unicamente para conhecer a produção fabril do medicamento.

As autoridades também analisam mensagens trocadas entre o lobista e um antigo parceiro de negócios que mencionam um pagamento de R$ 300 mil destinado ao "filho do rapaz". A defesa de Roberta e de Fábio Luís rechaçam qualquer irregularidade, alegando que não houve prestação de serviços por parte de "Lulinha". O caso, que recentemente foi transferido para o grupo da PF que atua junto ao Supremo Tribunal Federal devido ao envolvimento de nomes com foro privilegiado, deve ter novos desdobramentos após os pedidos de arquivamento protocolados pelos advogados dos citados.

#Polícia Federal#INSS#Lulinha#Roberta Luchsinger#investigação

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