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A ascensão de Gianni Infantino: o poder e os desafios do comando do futebol global

Dirigente máximo do futebol mundial amplia influência política e comercial, enfrentando críticas por mudanças estruturais no torneio.

Redação 360 Notícia
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20 de julho de 2026 às 21:003 min
A ascensão de Gianni Infantino: o poder e os desafios do comando do futebol global
Foto: Reprodução
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Gianni Infantino consolida sua liderança na Fifa com recordes de faturamento e expansão da Copa do Mundo, dividindo opiniões entre o poder político e a tradição esportiva.

O cenário do futebol mundial atravessa uma fase de transformações profundas sob o comando de Gianni Infantino. O atual presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) consolidou-se como uma das figuras mais influentes e, simultaneamente, controversas do esporte contemporâneo. No contexto da Copa do Mundo de 2026, seu protagonismo atingiu um novo patamar, atraindo a atenção de líderes globais e chefes de Estado. Entre as declarações marcantes que acompanham sua trajetória, destaca-se a do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a rotulá-lo como o "rei do futebol", evidenciando a proximidade de Infantino com as esferas de alto poder político e econômico fora das quatro linhas.

Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016, com a promessa de restaurar a credibilidade da organização após os escândalos de corrupção que abalaram as gestões anteriores. No entanto, sua administração tem sido marcada por uma expansão agressiva do alcance comercial das competições e pela implementação de mudanças estruturais significativas. A principal delas é o aumento do número de seleções participantes na Copa do Mundo, que saltou de 32 para 48 equipes. Essa medida, embora celebrada por federações menores que agora vislumbram chances reais de classificação, é alvo de críticas por parte de especialistas que temem uma possível queda no nível técnico do torneio e o desgaste físico excessivo dos atletas profissionais.

A gestão do dirigente ítalo-suíço também se destaca pela habilidade em diversificar as fontes de receita da entidade máxima do futebol. Através da criação de novos torneios, como o Mundial de Clubes em formato expandido, e da exploração de novos mercados asiáticos e americanos, Infantino garantiu recordes de faturamento para a Fifa. Esses recursos são frequentemente utilizados para financiar programas de desenvolvimento do esporte em países em desenvolvimento, uma estratégia que lhe garante uma base de apoio sólida e quase inabalável dentro das associações que compõem a entidade. Todavia, a concentração de poder em suas mãos levanta questionamentos sobre a transparência nos processos de decisão e o peso excessivo dos interesses comerciais em detrimento da tradição esportiva.

As polêmicas não se restringem apenas ao campo administrativo. Infantino tem sido uma figura central em debates sobre direitos humanos e a escolha de sedes para as grandes competições. A proximidade com regimes autoritários e a defesa veemente de escolhas controversas para o calendário internacional geram ruídos diplomáticos constantes. Durante a realização dos grandes eventos, suas declarações em coletivas de imprensa costumam repercutir globalmente, muitas vezes desafiando a imprensa ocidental e reforçando sua postura de liderança absoluta. O impacto de suas decisões molda não apenas a economia do futebol, mas também a geopolítica do esporte, onde estádios funcionam como vitrines para nações e corporações.

Para o futuro imediato, os próximos passos da gestão de Infantino preveem a consolidação da tecnologia no esporte e uma presença ainda mais digital da Fifa. A manutenção de seu mandato parece estável, dada a ausência de opositores com força política comparável no atual cenário. Contudo, o desafio de equilibrar a ambição financeira com o bem-estar dos jogadores e a paixão dos torcedores continuará sendo o maior teste para o homem que hoje detém as chaves do império futebolístico mundial. À medida que o ciclo para os próximos torneios avança, a figura de Infantino permanece como o centro de gravidade em torno do qual orbitam as maiores discussões do esporte na década.

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